Adoção Informal e Adoção Legal: Quais os Riscos de Não Formalizar a Filiação?

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26/03/2025

9 min de leitura

Atualizado em

Adoção Informal e Adoção Legal Quais os Riscos de Não Formalizar a Filiação
Adoção informal ocorre sem procedimento legal e não garante direitos. Já a adoção legal segue trâmites judiciais e assegura vínculo jurídico entre adotante e adotado, com todos os direitos e deveres familiares.

A adoção é um ato jurídico que cria uma relação de paternidade/maternidade entre adotante e adotado, proporcionando ao filho adotivo os mesmos direitos de um filho biológico. Contudo, no Brasil, existem duas formas de adoção: a adoção informal e a adoção legal. 

Cada uma dessas modalidades apresenta particularidades que podem afetar a vida das partes envolvidas. A adoção informal, apesar de ser uma prática comum em diversas famílias, não garante a mesma segurança jurídica que a adoção legalizada.

Neste artigo, vamos explorar as diferenças entre adoção informal e adoção legal, além de discutir os riscos de não formalizar a filiação e a importância de buscar a orientação de um advogado especializado em direito de família.

O que é adoção informal e adoção legal

A adoção informal ocorre quando uma criança é criada por uma família sem a formalização jurídica do vínculo de filiação. Embora os pais adotivos assumam a guarda da criança, não há um processo legal que formalize essa relação. 

Em contraste, a adoção legal é um processo jurídico que envolve a aprovação do juiz e a regulamentação da filiação no registro civil, garantindo à criança todos os direitos legais de um filho biológico.

A principal diferença entre a adoção informal e a adoção legal é a formalização jurídica da relação de filiação. A adoção legal garante a plena legalidade do vínculo, assegurando os direitos da criança, como herança, benefícios sociais e o direito de manter o vínculo com os pais adotivos. Já na adoção informal, não existe o reconhecimento formal, o que pode gerar insegurança jurídica.

Embora muitos pais adotivos tenham boas intenções ao assumir uma criança sem o processo legal, a falta de formalização pode trazer sérias consequências. Isso ocorre principalmente em situações em que a criança precisa de um documento legal, como para fazer a matrícula escolar, atendimento médico ou no caso de falecimento dos pais adotivos, onde não há garantias de herança ou continuidade de direitos.

Entender a diferença entre adoção informal e adoção legal é essencial para evitar problemas futuros. A adoção informal pode parecer uma solução mais simples, mas ela não oferece as mesmas garantias que a adoção legal, como o reconhecimento oficial da paternidade ou maternidade. Isso pode ser um obstáculo em diversas situações legais e administrativas.

Além disso, a adoção legal proporciona à criança o direito de ter sua filiação reconhecida em todos os aspectos da vida, o que é fundamental para garantir o seu bem-estar e a sua integração plena na família. Em um processo de adoção legal, os pais adotivos têm a possibilidade de requerer todos os documentos oficiais para o filho, como a certidão de nascimento com o novo nome, e com isso, garantir seus direitos perante a sociedade.

Com a adoção legal, os pais adotivos podem tomar decisões importantes sobre a saúde e o bem-estar da criança, sem que haja disputas sobre a sua autoridade parental. No entanto, a adoção informal pode criar ambiguidades em relação aos direitos dos pais e da criança, especialmente em situações de emergência, como doença grave ou a necessidade de cuidados médicos urgentes.

Na prática, a adoção informal e adoção legal acontecem de formas bastante diferentes. A adoção informal geralmente ocorre quando familiares ou pessoas próximas assumem os cuidados de uma criança sem recorrer à Justiça, apenas com a autorização verbal dos pais biológicos. Não há registro oficial nem mudança no vínculo jurídico, o que deixa a criança em situação de vulnerabilidade.

Já a adoção legal exige um processo judicial formal, com acompanhamento do Ministério Público e parecer de assistentes sociais, garantindo à criança todos os direitos de um filho biológico. Esse procedimento assegura o novo vínculo familiar no registro civil e oferece proteção legal em questões como herança, guarda e pensão alimentícia.

Se você está vivenciando ou pensando em uma situação de adoção informal e adoção legal, é essencial buscar orientação jurídica. Um advogado especializado pode esclarecer seus direitos e garantir que a adoção ocorra de forma segura, legal e definitiva, protegendo o bem-estar da criança e evitando futuros conflitos.

Quais são os riscos envolvidos na adoção informal?

Quais são os riscos envolvidos na adoção informal

A adoção informal, embora muitas vezes motivada por intenções afetuosas e solidárias, envolve diversos riscos jurídicos e sociais que podem gerar sérias consequências para todas as partes envolvidas.

O principal risco está na falta de reconhecimento jurídico da relação de filiação. Sem uma adoção legal, a criança pode ficar sem acesso a direitos fundamentais como herança, plano de saúde, pensão e benefícios sociais. Em situações de emergência, como doenças graves ou falecimento dos pais adotivos, isso se torna ainda mais problemático.

Em disputas judiciais, a ausência de formalização da adoção permite que os pais biológicos ou o Estado questionem a guarda da criança. Nesse cenário, os riscos da adoção informal e adoção legal se evidenciam, já que apenas a adoção legal garante segurança jurídica para manter os vínculos afetivos formados.

Além disso, a criança adotada informalmente pode enfrentar dificuldades para frequentar escolas, acessar serviços de saúde ou obter documentos. Essas barreiras mostram como a diferença entre adoção informal e adoção legal impacta diretamente na inclusão social e na proteção integral da criança.

A adoção legal, de acordo com a legislação brasileira, é o processo formal que estabelece a relação de filiação entre o adotante e o adotado. Esse processo envolve uma série de etapas judiciais, incluindo a análise de documentos, entrevistas e pareceres psicológicos, para garantir que a adoção seja realizada no melhor interesse da criança. 

A adoção informal e adoção legal têm diferenças fundamentais, e compreender essas distinções é essencial para evitar possíveis complicações jurídicas.

A adoção legal resulta na mudança do nome da criança no registro civil e no reconhecimento oficial dos direitos da criança, como o direito à herança, à educação e a benefícios sociais. 

O juiz, ao validar a adoção, assegura que a criança tenha os mesmos direitos que um filho biológico, criando uma relação jurídica estável e protegida por lei. Já na adoção informal, esses direitos podem não ser formalmente reconhecidos, o que pode gerar riscos para a criança e os pais adotivos.

O processo de adoção legal também garante à criança estabilidade emocional e psicológica, pois é um procedimento estruturado que visa assegurar o melhor ambiente familiar. Diferentemente da adoção informal, que não garante a mesma segurança jurídica, a adoção legal oferece uma rede de proteção legal para a criança. 

Adoção informal e adoção legal, embora semelhantes em alguns aspectos, têm implicações jurídicas distintas que podem afetar a segurança e os direitos de todos os envolvidos.

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A adoção legal garante uma série de direitos tanto para os pais adotivos quanto para a criança adotada. Para os pais, a adoção formaliza a filiação, permitindo que eles assumam a totalidade da guarda, educação e cuidados da criança. Além disso, eles se tornam responsáveis legalmente pelos cuidados e bem-estar da criança.

Para a criança, a adoção legal proporciona todos os direitos de um filho biológico, como a herança dos pais adotivos, o direito à educação, saúde, e o direito de usufruir de todos os benefícios sociais disponíveis para filhos legais. A criança também tem o direito de manter os laços afetivos com seus pais adotivos de forma formalizada e protegida pela lei.

A adoção legal também garante à criança um nome novo, refletindo sua nova identidade familiar e garantindo sua inclusão na sociedade. Esses direitos são fundamentais para a proteção e o bem-estar da criança, assegurando que ela seja tratada com dignidade e respeito.

Como iniciar o processo para legalizar uma adoção que começou de forma informal?

Para legalizar uma adoção informal, é preciso entrar com um processo na Vara da Infância. Dessa forma, a presença de um advogado é essencial para garantir os direitos da criança e da família. 

Quais são os critérios para o juiz reconhecer o vínculo afetivo em uma adoção informal?

O juiz avaliará a convivência familiar, o tempo de relacionamento e os laços afetivos demonstrados entre a criança e os pais adotivos.

O que acontece se a adoção informal não for regularizada?

A criança pode enfrentar dificuldades em situações de vulnerabilidade, como falta de direitos legais e a possibilidade de ser retirada da família adotiva.

A adoção informal pode ser regularizada judicialmente?

Sim, a adoção informal pode ser regularizada por meio de um processo judicial, no qual o juiz avaliará o melhor interesse da criança e a relação afetiva com os pais adotivos.

Conclusão

Diante do exposto, percebe-se que a adoção informal e adoção legal têm diferenças significativas, com implicações jurídicas que podem afetar o futuro da criança e dos pais adotivos. A falta de formalização pode gerar riscos consideráveis, e a adoção legal é a melhor forma de garantir segurança jurídica para todas as partes envolvidas.

Assim, se você estiver precisando da ajuda de um advogado especializado em direito de família, nós do escritório Galvão & Silva Advocacia possuímos uma equipe amplamente capacitada e competente, pronta para lidar com o seu problema. Entre em contato conosco hoje mesmo e marque sua consultoria.

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Autor
Galvão & Silva Advocacia

Artigo escrito por advogados especialistas do escritório Galvão & Silva Advocacia. Inscrita no CNPJ 22.889.244/0001-00 e Registro OAB/DF 2609/15. Conheça nossos autores.

Daniel Ângelo Luiz da Silva
Revisor
Daniel Ângelo Luiz da Silva

Advogado sócio fundador do escritório Galvão & Silva Advocacia, formado pela Universidade Processus em Brasília inscrito na OAB/DF sob o número 54.608, professor, escritor e palestrante de diversos temas relacionado ao direito brasileiro.

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